A secretária municipal de Educação de Orlândia, Dileia Filtre, falou sobre a retirada do projeto de lei que trata do enquadramento das auxiliares de Educação Infantil na carreira do Magistério.
Durante entrevista, Dileia afirmou ser favorável ao reconhecimento da função docente desempenhada pelas auxiliares e destacou que a proposta foi construída de forma coletiva, com participação da Secretaria de Educação, Procuradoria Jurídica, representantes das auxiliares e advogado da categoria.
Segundo a secretária, a principal dificuldade para a implantação está relacionada às questões jurídicas e ao impacto financeiro. Ela explicou que o estudo inicial precisou ser revisto após orientações jurídicas, fazendo com que o impacto estimado aumentasse para aproximadamente R$ 500 mil a R$ 600 mil por mês na folha da Educação.
Dileia também citou o limite prudencial de gastos com pessoal, alertas recebidos pelo município e questionamentos relacionados à possível transposição de cargos e à redução da jornada de trabalho.
A secretária afirmou ainda que a proposta previa um escalonamento dos impactos financeiros em até cinco anos, mas ressaltou que, diante da atual situação orçamentária do município, a implantação continua sendo considerada uma questão complexa.
Sobre a retirada do projeto da Câmara, Dileia destacou que a decisão cabe ao Poder Executivo e afirmou que a medida não significa que a administração municipal seja contrária à valorização das auxiliares.
Ela também defendeu diálogo entre as diferentes categorias da Educação e afirmou que divergências sobre o projeto não devem gerar conflitos entre os servidores.
Outro ponto abordado foi a ausência, até o momento, de recursos específicos do Governo Federal para auxiliar os municípios na implementação da nova legislação. Segundo Dileia, esse é um dos fatores que vêm sendo discutidos por municípios paulistas.
A secretária também comentou manifestações e informações que circularam nas redes sociais e grupos de mensagens, defendendo que a população busque informações oficiais antes de tirar conclusões sobre o projeto e sobre a atuação da Secretaria Municipal de Educação.
O tema segue em discussão em Orlândia e também em outros municípios da região, que enfrentam dúvidas semelhantes sobre a aplicação da Lei Federal nº 15.326/2026.