Das mais de 2.000 espécies de roedores distribuídas pelo mundo, cerca de 125 estão classificadas como pragas e 3 são de grande importância para o homem. Desde tempos mais remotos, os ratos sempre conviveram com o homem, tanto no campo, como nas cidades, sendo chamadas de espécies comensais, devido à convivência com o homem.
As três principais espécies de importância econômica e transmissão de doenças são: Rattus norvegicus, Rattus rattus e Mus musculus. São chamadas popularmente de ratazana, rato de telhado ou rato preto e camundongo respectivamente.
Estes animais são providos de um excelente equilíbrio, locomovendo-se verticalmente e horizontalmente com extrema facilidade em ambientes estreitos, tais como: tubulações, canos e conduítes. Podem subir pelo interior de calhas (4,0 cm a 10,0 cm de diâmetro), bem como escalar externamente canos e calhas com até 9,5 cm de diâmetro.
As ratazanas são excelentes nadadoras e mergulhadoras. Podem prender a respiração por até 3 minutos. Também são excelentes escavadoras, construindo galerias de passagem e acesso aos ninhos e fontes de alimento.
Os camundongos constroem ninhos dentro de paredes, no interior das residências e escritórios, em rede de esgoto abandonada, em jardins ou onde houver acúmulo de materiais (papelões e papéis).
Os forros e telhados de residências, costumam frequentemente, hospedar os chamados ratos de telhados ou rato preto pela presença de abrigo e água, através de caixas d´água com vazamento ou incorretamente fechadas.
CURIOSIDADES E INFORMAÇÕES
Os roedores (ratazana, rato de telhado/ rato preto e camundongo) vivem em colônias instaladas em territórios bem definidos que variam de extensão segundo a espécie. O território de um grupo de camundongos, não excede 3 metros de cada lado. Já os ratos de telhado, possuem um território que varia entre 30 ou 40 metros de cada lado, enquanto as ratazanas estabelecem um território que raramente excede a 50 metros de cada lado.
Os ratos dominantes da colônia são os machos e as fêmeas mais fortes em idade de reprodução, enquanto os dominados são os ratos jovens ou muito velhos. Porém, ao identificar uma nova fonte de alimento (raticida) no território, o dominante espera o dominado ingerir parte deste novo alimento, no aguardo de sinais de que este alimento é seguro. Por isso, raticidas que têm efeito imediato, demonstram resultado insatisfatório no controle e após um período, a infestação reaparece com os ratos sobreviventes, ou seja, os dominantes que não ingeriram a isca.
Os roedores controlam a quantidade de indivíduos de acordo com a disponibilidade de recursos. Havendo a morte de alguns indivíduos, a colônia rapidamente se organiza para repor os que morreram. Esta reposição geralmente é muito superior à necessidade da colônia, o que ocasiona a criação de outras novas colônias. Na prática isso é denominado efeito “bumerangue”.
Por este motivo o uso de raticidas deve ser controlado e só devem ser feitos quando é constatada uma infestação, não devendo ser utilizado como meio de prevenção, pois, os raticidas são vistos como alimentos pelo roedores, se aumentamos a quantidade de alimento no ambiente, podemos aumentar indiretamente a quantidade de roedores.
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Prefeitura Municipal de Orlândia